Freddie Mercury
O cantor zanzibense Farrokh Bulsara mais conhecido como Freddie Mercury (FOTO: Reprodução)

O jornalista Leo Dias entrevistou o apresentador Amin Khader sobre a época em que o contratado da Record TV trabalhava como produtor de eventos. O apresentador do Balanço Geral Rio chegou a trabalhar em 3 edições do Rock in Rio e dividiu com o jornalista algumas das experiências que teve com astros internacionais. Entre os resgates mais negativos, Amin Khader cita o barraco que Freddie Mercury deu nos bastidores do evento após ter sido chamado de bicha por alguns contratados do festival.

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Me lembro dele chegando de helicóptero. Ele perguntou quem estava nos corredores dos camarins, porque queria aquele espaço todo livre. Pediu cinco minutos para deixar todo o corredor livre. Fiquei maluco. Neste dia eu tinha Erasmo Carlos, Elba Ramalho, Alceu Valença, Ney Matogrosso e o Queen. Cheguei no corredor e fui pedindo para ninguém ficar lá. Um pedido inusitado dele, né? Todos entraram nos camarins e exigiram uma garrafa de whisky. Sem permissão da família Medina eu falei que dava, só para eles entrarem. Aí passou o Freddie Mercury com aquela pose de superstar. Quando ele passou os artistas brasileiros e banda começaram a gritar “bicha, bicha, bicha!”. O Freddie perguntou o que estavam falando dele e eu disse que era um elogio. Não adiantou, ele sacou que era algo errado, entrou no camarim e quebrou tudo. Jogou tudo pro alto. Ficou indignado. E eu tive que deixar tudo arrumado de novo pra ele. Fiquei desesperado e achei que tinha perdido meu emprego, mas a família Medina mandou repor tudo e ficou tudo bem. Nunca mais esqueci disso“.

Outro astro que deu uma canseira em Amin foi Prince que por causa do penteado inusitado pedia para não ser visto por ninguém.

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O Prince deu uma ordem bem clara. Toda vez que ele passasse pelos bastidores todos deveriam virar de costas para não o ver. Sabe por que? Ele chegou de bobs no cabelo, correndo. E não queria ser visto. Ele me pediu 200 toalhas em pleno domingo à noite. Tive que ir de motel em motel na Barra da Tijuca pedindo as toalhas todas emprestadas. E ele jogava as toalhas para plateia, os bateristas queriam levar as toalhas embora, e eu tive que tomar de volta pra devolver pros motéis. Fiquei enlouquecido“.

Entre as experiências que lhe surpreenderam, Amin menciona os bastidores dos shows de Axl Rose e Ozzy Osbourne.

“Teve o Axl Rose. Ele me pediu vinte pratos de fettuccine, para ele e banda. Só que a banda dele foi embora sem comer. Pensei: e agora? Entrei no camarim do Axl, ele estava lá só de sunga branca colada, tinha acabado de sair do banho, meu Deus! E aí eu expliquei a ele que tinham 20 pratos de comida e que a banda dele tinha ido embora. Ele mandou chamar toda a equipe que estava trabalhando lá, faxineiras, seguranças, tudo, e mandou a gente se sentar e comer com ele. Preparei uma mesa enorme, farta, e comemos tudo com ele, brindando, por volta das 3h da madrugada. Também me surpreendi com Ozzy Osbourne. Todo mundo dizia que ele comia morcego, fiquei apavorado. Que nada! Ele é careta”.

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