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A cantora fluminense Anitta (FOTO: Reprodução)

No domingo (dia 1º), nove jovens morreram pisoteados durante uma ação policial no Baile da 17, uma festa de funk realizada na favela de Paraisópolis, em São Paulo. Seis policiais militares chegaram a ser afastados do trabalho nas ruas após uma investigação inicial. Anitta ficou sabendo da notícia e ficou abalada. Vale lembrar que a artista começou sua carreira cantando em bailes funk de favelas no Rio de Janeiro.

A única coisa que eu consigo pensar é que, se fosse alguns anos atrás, poderia ter sido eu, minha mãe e meu irmão uma dessas pessoas [mortas]. Uma das coisas que a gente mais fazia, quando eu estava começando a cantar, era cantar em baile de favela, festa de favela. Poderia ter sido um de nós. Sem palavras. O fato de ser uma festa com presença de drogas ilícitas e com presença de criminosos não justifica o fato de você sair entrando e atirando…”, afirmou a cantora no Instagram Stories.

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Além das nove vítimas mortas, outras 12 pessoas foram hospitalizadas com ferimentos. De acordo com testemunhas, houve correria dos frequentadores durante a ação policial o que acabou causando o pisoteamento das vítimas e a asfixia e traumatismo grave dos jovens.

Pessoas presentes no baile afirmaram que foi uma “emboscada” dos policiais, que chegaram a ser flagrados em vídeos desferindo golpes desnecessários nos frequentadores da festa. Em sua defesa, a Polícia Militar, por sua vez, afirma que realizava uma ação na favela quando foi alvo de tiros de motociclistas que escaparam em direção ao baile funk, ainda atirando.